Sevilha 10 anos depois! (ou Andaluzia, o retorno)
Há dez anos atrás eu escrevi que Sevilha me deu muitas razões para amá-la (leia aqui). Nas minhas próprias palavras, “um conjunto de circunstâncias aleatórias” fez Sevilha arrebatar nossos corações e ser “uma espécie de aperitivo da Andaluzia, só para deixar aquele gostinho de quero mais”. No fundo, eu já sabia que aquela visita despretensiosa à cidade inauguraria uma espera silenciosa por uma próxima viagem à Andaluzia para conhecer e explorar melhor os seus encantos.
A espera teve fim nas nossas últimas férias, em dezembro de 2025. Aproveitando uma promoção de passagem para Madrid no meio do ano pela Air China (感谢中国国际航空公司), retornamos à Espanha para reencontrar Sevilha e se debruçar sobre a Andaluzia. Chegara a hora de conhecer, enfim, a Alhambra e todos os outros monumentos históricos que os Sultões Nasridas e os Reis Católicos legaram a nós em Granada, a Mesquita-Catedral e os resquícios do Império Romano em Córdoba e, ainda, os vilarejos brancos agarrados às pedras e às montanhas andaluzas, com todo o seu esplendor de arte e cultura.
Depois de um inesquecível aperitivo, era hora de saciar a vontade de provar o prato principal.
O planejamento da viagem
Para construir a logística da viagem, eu me baseei nesse post do Ricardo Freire, com algumas adaptações por conta das crianças. Ao invés de 7, dedicamos 10 dias à Andaluzia para amortecer melhor os deslocamentos. Como a nossa opção foi percorrer a região sem carro, dividimos a hospedagem entre Granada (3 noites) e Sevilha (6 noites). A partir dessas bases, incluímos os passeios bate-volta que faríamos.
De Granada, separamos um dia para ir à Sierra Nevada para as crianças curtirem a neve. Já em Sevilha, reservamos 2 dias para os bate-voltas à Córdoba e aos Pueblos Blancos (Setenil de Las Bodegas, Zahara de la Sierra e Ronda), com o cuidado de encaixá-los entre dias livres para não ficar cansativo para as crianças.
Os trechos entre Madri-Granada, Granada-Sevilha e Sevilha-Madrid foram feitos de trem com passagens compradas no site da Renfe. Para Córdoba também fomos de trem a partir de Sevilha, saindo às 09h e voltando às 18h. Para Sierra Nevada, fomos de ônibus com a Cia Tocina, saindo às 08h15 do ponto que fica próximo ao Palácio do Congresso e voltando às 16h ao mesmo local. Já para a rota dos Pueblos Blancos, optamos por contratar um tour privado com a RutaSur Andalusian Nature, que eu recomendo bastante. O guia pegou a gente na esquina do Interparking Cano y Cueto, em Sevilha, às 07h45 e nos deixou no mesmo local às 17h (saindo 15h30 de Ronda).
Tal qual eu fiz no post sobre Santiago, meu objetivo aqui era fazer um relato da nossa viagem que servisse também como sugestão de roteiro para quem se dispuser a segui-lo. Mas a IA está aí para tornar esse trabalho inútil. É muito mais fácil perguntar ao ChatGPT “como montar um roteiro de viagem pela Andaluzia” do que se perder na leitura de incontáveis posts de blogs aleatórios para montar o seu próprio, como nós, os maias da internet, fazíamos.
Por isso mesmo, eu vou me dar ao luxo de fazer o que eu mais gosto de fazer: um relato pessoal da nossa viagem. Pelo menos isso, o ChatGPT ainda não pode fazer por mim!
Assim como em Santiago, nós também tivemos a companhia de amigos queridos que fizeram toda a diferença na nossa experiência de viagem: o casal Luiz e Luana, amigos de longa data, e seus filhos Rafael e Alice, também amigos “de longa data” dos meus filhos. Nossas férias ganharam aquele mix de perrengues coletivos e piadas internas que serão lembradas com carinho por toda a vida! (“The aseos is lá dentro, Luiz!”)
Nos próximos posts, vou apresentar alguns dos lugares que nos fizeram morrer ainda mais de amores pela Andaluzia!







